Era por volta das 11h30min quando sua mãe o chamou para almoçar:
- Jorginho, venha comer moleque!
- To indo mãe – respondeu com indiferença.
Apesar de ter comido apenas uma fatia de pão no início da manhã, Jorginho não sentia a menor fome. Sua concentração estava toda voltada para a brincadeira que desde cedo fazia com os amigos: asfaltar ruas.
Munidos com pedaços de madeiras de caixotes de frutas, Jorginho e seus amigos simulavam tratores e caminhões. Carregavam a terra da avenida ao lado que estava sendo pavimentada e iam distribuindo uniformemente por uma área, criando ruas de brincadeira em uma cidade imaginária.
Repetiram a brincadeira por vários dias, sem se preocupar com mais nada, até que outra atividade ditasse o que iam fazer.
sábado, 9 de maio de 2009
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A magia da infância está no (des)compromisso que temos com as construções diárias da nossa vida.
ResponderExcluirUm estrada para pavimentar hoje, um castelo para levantar amanhã, e depois derrubar só porque faltou espaço para levar adiante o próximo projeto.
Nostalgias à parte, se conseguirmos trazer a alegria dos compromissos de criança para nossa vida adulta, certamente nossa brincadeira diária se tornará mais alegre e agradável.
Acho que este é um desejo latente da sociedade de hj.
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