domingo, 21 de março de 2010

Opostos

A vida é cheia de coisas engraçadas. Um dia você está bem, em outro não. Num momento você é só confiança, em outro é inseguro, indeciso, temeroso. Uma verdade que não precisa ser dita, pois todos a sente, é que qualquer mudança provoca incertezas, desconforto, mesmo que o futuro se revele promissor. Sempre ficamos temerosos se ele realmente vai se concretizar do modo que esperamos.

E é comum desejarmos que tudo seja mais fácil, simples e descomplicado. Mas toda vez que penso assim, sei que se as coisas procedessem deste modo, a vida acabaria tornando-se sem graça, sem sentido, sem razão de ser. É a alternância entre altos e baixos, colinas e vales, coisas boas e ruins, certezas e inseguranças, Yin e Yang que faz essa roda girar de modo adequado. É deste deslocamento entre opostos que obtemos a energia necessária para movimentá-la.

É como se o mel só fosse mel por causa do fel. Ele só tem seu valor na medida em que conhecemos o seu oposto e percebemos o quanto algo pode ser tão bom ou tão ruim. E ao pensar assim, chego à
conclusão de que tão importante quanto a coroa é a cara. Precisamos sentir, em alguns momentos, a insegurança, o medo, o amargo da vida, para podermos dar o devido valor ao maná do céu. Afinal, para ir de um topo ao outro de uma montanha, na jornada pela qual desenvolvemos,é necessário que se passe pelo vale.

Não despreze os momentos ruins de sua vida. Ao contrário, aprenda com eles. Tire o máximo, para que possa agir de modo adequado quando estiver por cima da roda.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Escolhas.

Tudo que somos hoje é fruto de escolhas que fizemos no passado. Virar à esquerda ou à direita? Aceitar o convite para sair ou ficar em casa? Mudar de emprego ou não? Cada decisão tomada pode influenciar totalmente nosso futuro. Somos hoje aquilo que traçamos para nós em outros tempos.

E por mais que escolhas feitas por outros sejam determinantes no caminho desenhado, a direção sempre poderá ser corrigida. Somos, assim, resultados do que fizemos para nós mesmo diante da situação. Como disse Sartre, "O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós."

sábado, 9 de maio de 2009

Asfaltando ruas

Era por volta das 11h30min quando sua mãe o chamou para almoçar:

- Jorginho, venha comer moleque!

- To indo mãe – respondeu com indiferença.

Apesar de ter comido apenas uma fatia de pão no início da manhã, Jorginho não sentia a menor fome. Sua concentração estava toda voltada para a brincadeira que desde cedo fazia com os amigos: asfaltar ruas.

Munidos com pedaços de madeiras de caixotes de frutas, Jorginho e seus amigos simulavam tratores e caminhões. Carregavam a terra da avenida ao lado que estava sendo pavimentada e iam distribuindo uniformemente por uma área, criando ruas de brincadeira em uma cidade imaginária.

Repetiram a brincadeira por vários dias, sem se preocupar com mais nada, até que outra atividade ditasse o que iam fazer.

domingo, 22 de março de 2009

Primeiro bloco...

Certa vez um amigo do ginásio que se aventurava no curso de informática criou um site com nome de bloquinhos. Não sei qual era a intenção, ou mesmo o sentido, de dar este nome ao site. De qualquer forma, o slogan que criou com a idéia do nome foi ótimo: "porque a vida vem em blocos".

Confesso que ainda hoje não sei se concordei com o sentido desta frase. Afinal, a vida vem mesmo em blocos? Entretanto, toda vez que penso e repito esta frase para mim mesmo, tenho um gostosa sensação de nostalgia. Do que? Não tenho certeza.

Talvez seja porque falar na vida nos faz lembrar de alguns momentos marcantes pelo qual passamos. E como essas lembranças invariavelmente sempre vem em fragmentos, isso me remete a blocos...

Bem, aqui está o primeiro bloco deste blog.